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Como evitar
os sete pecados mortais que levam à estagnação empresarial
Introdução
O que faz com que duas empresas concorrentes do mesmo sector
tenham resultados diferentes no que respeita à inovação e à
evolução positiva no mercado? Na verdade, há empresas que
são capazes de criar constantemente novos produtos, de
conquistar mercados e de continuar a crescer. A solução pode
ser mais fácil de alcançar do que parece à primeira vista.
Basta que não se deixem arrastar por alguns entraves
auto-impostos que, por vezes, até as podem conduzir à
falência.
Tentar perpetuar a fonte de rendimento que parece
inesgotável, ter como certo que o mercado está maduro,
melhor dizendo, saturado, e pensar que não é possível inovar
ou apostar em novos produtos são alguns erros a evitar. A
idéia de que a capacidade de inovar foi concedida apenas a
alguns gênios é outro entrave a evitar. As noções
pré-concebidas de que, para criar, é necessário correr
riscos capazes de provocar catástrofes e apostar em mais
recursos humanos também podem conduzir à estagnação. Aqui
ficam, então, enumerados os sete erros a evitar pelos
empresários e gestores que pretendem fazer crescer as suas
empresas.Não endeusar a principal fonte de rendimentos
É preciso ter em conta que aquilo que hoje é uma boa fonte
de rendimentos para os negócios, amanhã pode não ter
importância. Os gestores das empresas devem ter a coragem de
perceber quando é chegado o momento de abandonar, por
exemplo, determinado produto que esteja em alta. À partida,
esta atitude pode parecer anti-natura mas, na verdade, é uma
solução para quem pensa no futuro.
O raciocínio é bastante simples. Quando uma empresa está a
apoiar-se na sua principal fonte de rendimento, os
concorrentes estão, igualmente, a tentar destruí-la. É
imperioso que as empresas saibam renovar a tempo, mesmo que
a criação de uma nova fonte de rendimento faça antever a
destruição da existente.
Se assim não for:
- O processo de decisão estagna;
- Deixa de haver iniciativa.
Afastar a idéia que os mercados estão maduros
Acreditar que um mercado amadureceu, ou seja, que já não tem
mais por onde crescer, é um erro. Há uns anos, ninguém
poderia esperar despender dezenas de contos na compra de
umas sapatilhas. Mas a evolução do produto permitiu que o
mercado se alterasse e que hoje fosse possível gastar esse
dinheiro com um par de sapatilhas.
Como desfazer o mito dos mercados maduros:
- Ter capacidade para olhar para as pequenas
oportunidades, para os nichos de mercado, mesmo que não
sejam evidentes. A segmentação do tipo de consumidores e
a fragmentação dos mercados poderá possibilitar a
descoberta de novas áreas de crescimento.
- Sempre que possível, as empresas devem estar um
passo à frente do mercado. Quando ele dá mostras de não
crescer mais, é preferível fazer um esforço e encontrar
uma forma de o fazer avançar.
- O acesso à informação e a capacidade para fazer a
triagem são fatores decisivos para a percepção do que
pode ser aproveitado.
Ao contrário do que pode parecer, as Pequenas e Médias
Empresas também estão em boa posição para escamotearem as
novas oportunidades que os mercados oferecem. Com uma
estrutura mais pequena, são também mais flexíveis e
arrojadas na procura de novas soluções.Ter presente a
necessidade de inovar
A massificação, atualmente, não é um mal necessário. A
diferenciação ainda é uma hipótese a seguir. Fabricar pneus,
por exemplo, não é apenas fabricar pneus. É possível (e
necessário) criar pequenos pontos de diferenciação. Hoje,
existem pneus de várias cores. Os franceses foram mestres na
diferenciação de um outro produto que poderá parecer sempre
igual, a água. Criaram estilos, marcas e sabores. Neste
sentido, conclui-se que é um erro pensar que já não é
possível inovar.
As empresas que têm uma visão mais criativa conseguem
surpreender o mercado e conquistá-lo. As melhores empresas
já perceberam isto e investem em algo tão importante como o
fator mudança.
Criar hipóteses para a reinvenção de produtos
Uma empresa é constituída por um conjunto de
colaboradores, distribuídos por diversas funções, uns mais
qualificados do que outros. Porém, os empresários devem ter
capacidade para perceber que as novas idéias podem surgir de
qualquer um deles. Às vezes, de onde menos se espera. Por
isto mesmo, os líderes de equipas devem demonstrar
capacidade para planear e gerir oportunidades e idéias que
possam surgir, complementando as mais pragmáticas com as
mais idealistas. Deste modo, é também importante o trabalho
de equipa.
Alguns dos grandes inventores deram o seu nome às marcas, às
empresas e aos produtos que criaram. Esses tiveram direito a
um registro histórico. Mas, em comparação com os
desconhecidos são apenas uma pequena percentagem. Um erro
crasso que as empresas por vezes cometem tem precisamente a
ver com a falta de atenção dada a estes trabalhadores que
são capazes de criar, inovar e inventar, mesmo no anonimato,
sendo mesmo mais empreendedores do que os empresários.
O capital humano já é reconhecido como um fator decisivo
para o crescimento de uma empresa. É a mente humana que
descobre as novas riquezas e as oportunidades que estão à
vista, mas que nem todos vêem.
Trabalhar para criar
Pensar que só é capaz de inovar quem nasceu com essa
faculdade é um erro. Embora cada colaborador tenha
determinadas tendências, é preciso entender que o trabalho
também pode significar inovação.
É necessário ter em conta determinados aspectos:
- Sistema de gestão: É um fator decisivo numa
empresa e pode contribuir para a criação. Não é difícil
entender esta premissa. Basta pensar que existem
empresas que têm desenvolvido uma grande propensão para
inovar. Isso não significa que contratam colaboradores
que nasceram com o dom da invenção. O que acontece, de
fato, é que isso é conseqüência do estilo de gestão a
que são sujeitos.
- Sistema institucionalizado: Implementado um
processo no sentido de tornar possível a avaliação e
introdução de novos produtos pode ser uma boa ferramenta
para a evolução empresarial e uma mais-valia em relação
aos concorrentes.
- Processo organizacional: A gestão empresarial
e os incentivos criados são fatores fundamentais para
possibilitar a inovação das empresas. É necessário
identificar os focos de inovação e recolhê-los de forma
sistematizada, para que não se desperdicem.
Criar produtos inovadores, não significa arriscar às
cegas
Os riscos considerados prudentes, por vezes, são
necessários quando se fala de inovação e de criação de novos
produtos. Os gestores experientes sabem medir ambos os
pratos da balança e determinar quando a inovação não traz
riscos devastadores.
Negociar é também arriscar de forma acertada e os
empresários com uma dose certa de ponderação não têm por
hábito correr riscos desnecessários. Sabem quando devem
lançar a cartada que os vai colocar numa boa posição de
mercado e que vai trazer às empresas o fator inovação. O
risco deve ser calculado, mas sem castrar a evolução. É um
erro ficar parado com medo de criar produtos que comportem
riscos.
Para inovar não precisa de ter mais recursos humanos
Os empresários devem saber que as iniciativas empresariais
significam procura de novas oportunidades, independentemente
da quantidade de pessoal disponível. Afinal, quantidade não
significa qualidade.
O empenho e o gosto pelo trabalho a realizar são dois
fatores que poderão parecer insignificantes mas que não o
são. Pelo contrário, podem persuadir os colaboradores a
empenharem-se na solução de problemas e na criação de
produtos e de idéias que façam as empresas evoluírem. Por
vezes, basta apostar na pessoa certa, que pode ser apenas e
somente uma.
A gestão da mudança pode ser feita, por exemplo, prestando
atenção a áreas ou recursos que estejam em baixa,
transformando-as em áreas e recursos de maior produtividade.
Bibliografia
- Cordeiro, René; Robert, Michel; Estratégia de
Inovação de Produtos; Difusão Cultural.
Referências
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