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DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO
DE ISHIKASWA (Espinha de Peixe)
Ishikawa
nasceu em 1915. Licenciado em Química aplicada pela
Universidade de Tóquio, após a II Guerra Mundial
impulsionou a formação da JUSE, Union of Japonese
Scientists and Engineers, promotora da qualidade no
Japão. Seus estudos são bastante importantes na
gestão da qualidade. Tendo obtido as primeiras
noçoes de qualidade com os norte-americanos, estudou
a evolução dos processo de industrialização, e
desenvolveu sua teoria para o Japão. Duas de suas
criações foram as "sete ferramentas do controle de
qualidade" e principalmente os "círculos de controle
de qualidade". Em seu estudo, levantou que as
teorias de administração mecanicistas (Taylor e
Fayol), com excelentes resultados nos países
ocidentais, no início da revolução industrial não
eram adequadas a realidade do Japão. Os fatos que
levaram o engenheiro a justificar sua teoria, foram
fundamentados principalmente pelas características
demográficas do país, que possui taxas de
escolaridade bastante elevada.
Uma forma de levantamento de sintomas na etapa
de Análise de Situação Atual é a construção de
diagramas de causa-efeito de Ishikawa.
Este diagrama, originalmente proposto por Kaoru
Ishikawa na década de 60, já foi bastante
utilizado em ambientes industriais para a
localização de causas de dispersão de qualidade
no produto e no processo de produção. Ele é uma
ferramenta gráfica utilizada para explorar e
representar opiniões a respeito de fontes de
variações em qualidade de processo, mas que pode
perfeitamente ser utilizada para a análise de
problemas organizacionais genéricos .
É proposta a utilização deste diagrama na
TransMeth em situações onde existe um grande
Efeito Indesejável bem localizado e
consensuado pelos elementos da organização.
Ele é utilizado para a identificação de
direcionadores, ou drivers, que
potencialmente levam ao Efeito Indesejável. Ele
é uma ferramenta analítica que, utilizada por um
grupo de projeto, parte de um "problema de
interesse" e possibilita a ocorrência de um "brainstorm"
no sentido de identificar as causas possíveis
para o problema.
No entanto, no contexto da TransMeth entende-se
que o conceito de causa-raiz não é propriamente
expresso no Diagrama de Causa-e-efeito.
Entende-se aqui que o Diagrama de Ishikawa é uma
ferramenta poderosa para a identificação dos
direcionadores que potencialmente causam os
Efeitos Indesejáveis. Estes direcionadores, por
sua vez, também podem ser EIs originados por
outras Causas-raizes.
De posse das seleções dos problemas, montaremos a
Espinha de peixe, que dará uma visualização melhor
de ações a serem tomadas, obtendo o gráfico abaixo:

Diagrama de Causa-e-Efeito de Ishikawa
Sendo assim, o diagrama de Ishikawa conduz a uma
miríade de causas, sem estabelecer exatamente quais
as raízes do problema. O diagrama apresenta como
pontos fortes:
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é uma boa ferramenta de levantamento de
direcionadores.
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é uma boa ferramenta de comunicação.
-
estabelece a relação entre o efeito e suas
causas.
-
possibilita um detalhamento das causas.
Mas, também apresenta os seguintes pontos fracos:
-
não apresenta os eventuais relacionamentos
entre as diferentes causas.
-
não focaliza necessariamente as causas que
devem efetivamente ser atacadas.
Assim, para sanar estes pontos fracos, é sugerida a
utilização combinada do Diagrama de Ishikawa com uma
ferramenta de focalização, chamada de Árvore da
Realidade Atual, da Teoria das Restrições.
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Esta
técnica para resolver problemas é uma maneira para analisar
os problemas complexos que parecem ter muitas causas
inter-relacionadas. Um dos aspectos chave da técnica é o uso
de um diagrama da causa e efeito. Em razão da aparência do
diagrama, essa técnica é também chamada de Diagrama Espinha
de Peixe. (Outro nome que você poderá ouvir para essa
técnica é Diagrama Ishikawa, devido ao fato do
Professor Kaoru Ishikawa, professor japonês que utilizou
esse diagrama pela primeira vez em 1943.) Os benefícios
dessa técnica incluem:
-
Permite que o usuário explore as várias categorias das
causas.
-
Incentiva a criatividade através de um processo de chuva
de idéias (Brainstorming).
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Fornece uma imagem visual do problema e as categorias
potenciais das causas.
Processo
para Desenvolver um Diagrama Espinha de Peixe
Utilize o
seguinte processo para criar o diagrama espinha de peixe.
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Descreva o problema e coloque em uma caixa à direita do
papel onde será criado o diagrama. Poderá ser o problema
real ou um sintoma do mesmo – neste ponto você ainda não
tem certeza.
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Desenhe uma longa seta horizontal apontando para a
caixa. Esta seta será a espinha dorsal a partir da qual
as causas grandes e pequenas serão classificadas e
relacionadas.
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Identifique as causas potenciais e agrupe-as em
categorias principais. Exemplos de categorias principais
incluem pessoas, processos, materiais, equipamentos,
ambiente, etc.
As
categorias principais
são identificadas através do uso da técnica de chuva de
idéias (Brainstorming), então neste ponto você não
precisa se preocupar se houver discordância sobre uma
categoria se contém ou não a causa em potencial. Apenas
liste-as todas. Certifique-se de que deixará espaço
suficiente entre as categorias no diagrama para
acrescentar as causas mais detalhadas depois. Cada uma
dessas categorias principais
será explorada em maiores detalhes.
Ele é
desenhado para ilustrar claramente as várias causas que
afetam um processo por classificação e relação das causas.
Para cada efeito existem seguramente, inúmeras categorias de
causas. As causas principais podem ser agrupadas sob seis
categorias conhecidas como os "6 M": Método, Mão-de-obra,
Material, Meio Ambiente, Medida e Máquina. Nas áreas
administrativas talvez seja mais apropriado usar os "4P":
Políticas, Procedimentos, Pessoal e Planta (arranjo físico).
Estas categorias são apenas sugestões, é possível utilizar
outras que ressalte ou auxilie as pessoas a pensar
criativamente.
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Continue com a técnica da
chuva
de idéias
(Brainstorming)
para descobrir as causas buscando explicações mais
detalhadas para cada categoria principal identificada
acima. Escreva as causas mais detalhadas nas linhas
horizontais que se conectam às respectivas linhas de
categorias principais.
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Às
vezes, as causas detalhadas se desdobram em outras ainda
menores. Se for o caso, ligue linhas adicionais às
linhas detalhadas. Normalmente, o limite prático para
este diagrama é três níveis de detalhe.
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Quando tiver concluído o processo da
chuva
de idéias
(Brainstorming)
para descobrir as categorias principais e as causas
potenciais para cada categoria principal, comece a
analisar as informações coletadas. Avalie cada categoria
principal e as causas potenciais associadas. Lembre-se
de que a lista original foi compilada através da
chuva
de idéias
(Brainstorming),
onde todas as idéias foram incluídas. Agora, você
precisa identificar os itens que tem a maior
probabilidade de ser a causa (ou uma das causas). Marque
(Circule) os itens que parecem ser mais promissores e
que deverão ser investigados mais a fundo.
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Se não houver um consenso sobre as áreas prioritárias a
investigar, utilize algum tipo de sistema de votação
para reduzir formalmente as escolhas com maior chance de
sucesso.
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Para
cada
item
marcado (circulado), discuta como este item impactará
o problema.
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Crie um plano de ação para resolver as causas marcadas
(circuladas). Lembre-se de que pode haver várias causas
potenciais interagindo para criar o problema. O plano de
ação deve levar em conta essas interdependências.
Em
vários casos, as causas podem ser muito complexas, ou
os participantes podem não ter informações suficientes. Nestes
casos, você deverá atribuir uma ou mais pessoas para
analisar as causas e coletar mais informações fora da
reunião. Após, organize outra reunião para concluir o
processo.
Outras
Regras de uma Sessão para Resolver Problemas Utilizando a
Técnica de Diagrama da Causa e Efeito
Utilize estas regras adicionais e as técnicas em suas
sessões.
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Assegure-se de que todos concordam sobre o problema que
você está tentando resolver. O processo da chuva de
idéias (Brainstorming) pode se tornar caótico e confuso
se as pessoas estiverem tentando resolver problemas
diferentes.
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Utilize técnicas formais da chuva de idéias
(Brainstorming) para reunir as listas iniciais de
categorias principais e as causas detalhadas. Todas as
idéias devem ser incluídas. A discussão deve-se limitar
a compreender as idéias e não revisá-las ou ver se são
válidas ou não.
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Pode haver uma tendência de pular das categorias
principais para as resoluções. Certifique-se de que
todas as categorias principais serão examinadas para
identificar as causas antes de começar o processo para
resolver o problema.
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Certifique-se de que todos os participantes conseguem
ver o Diagrama Espinha de Peixe, de forma que todas as
ligações e relacionamentos estejam visíveis.
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Não deixe o diagrama ficar muito amontoado. Se uma
categoria se tornar predominante, ela poderá ser levada
para um segundo diagrama.
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Fique atento a causas detalhadas que aparecem
repetidamente em categorias principais diferentes. Isso
pode ser um sinal de uma causa da raiz.
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