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Vivemos na era do
conhecimento?
No livro sagrado dos Cristãos a Bíblia, está escrito em
Provérbios, 3:13: “Feliz o homem que acha sabedoria, e o
homem que adquire conhecimento, porque valem mais do que a
prata e dá mais lucro que o ouro”. Para Peter Drucker, “Na
sociedade moderna de empreendimentos e administração, o
conhecimento é o primeiro recurso e a verdadeira riqueza da
sociedade”. De posse destas premissas, percebe-se que o
conhecimento é de vital importância para o homem e para a
sociedade. Ao longo do tempo, a sociedade vem evoluindo e
passando por várias fases, que em poucas palavras poderiam
ser definidas como a sociedade agrícola, a sociedade
industrial, a sociedade da informação e a atual sociedade do
conhecimento. Mas realmente estamos vivendo na era do
conhecimento, ou ainda estamos “presos” à era da informação?
Hoje é possível a qualquer pessoa ter fácil acesso a muitos
dados e informações principalmente por meio da Internet,
entretanto, transformar isto em conhecimento é muito
diferente, principalmente quando falamos em conhecimento
tácito (experiências, habilidades, competências,
criatividade) que se leva necessariamente tempo para
adquiri-lo, diferentemente do conhecimento explícito, que é
possível de ser adquirido em menor tempo por meio de
manuais, documentos, regulamentos, códigos, etc. Não
significa, contudo, dizer que um seja mais ou menos
importante que o outro, significa dizer que eles se
complementam. Qual será o conhecimento que uma empresa
possui: tácito, explícito, ambos? Sua organização sabe como
lançar um produto? Como realizar uma negociação comercial?
Como analisar um contrato? Qual é a melhor forma de se
resolver este ou aquele problema? Ou ainda como satisfazer
um cliente? Na maioria das organizações isto é um
conhecimento tácito, pertencente às pessoas envolvidas no
processo. Podemos e devemos gerenciar este conhecimento
pensando em socializá-lo na organização e fazer dele um
conhecimento explícito, um conhecimento organizacional, para
que todos possam usufruir. Imagine se empresas que não
cultivam esta prática perderem seu principal executivo, seja
porque este recebeu uma proposta do concorrente, seja porque
se aposentou ou porque morreu. Na sua empresa quando alguém
participa de uma palestra, treinamento ou workshop, o
conhecimento adquirido é repassado para todos? Se sim,
ótimo. Se não, por que não está sendo repassado? As pessoas
não estão dispostas a fazer ou não estão tendo oportunidades
e incentivos? A difusão do conhecimento sem dúvida é hoje um
diferencial competitivo para sair na frente em um mundo em
constantes mudanças. Eu não ficaria surpreso se em pouco
tempo, assaltantes ao invés de roubarem ativos tangíveis
(bens materiais) das organizações, começassem a seqüestrar
os seus executivos e pedir resgate por eles. Este resgate,
todavia, não seria solicitado às famílias das vítimas e sim
às empresas em que estes trabalham, uma vez que o
conhecimento levado com eles poderá acarretar grandes
prejuízos no período em que estiverem ausentes, justamente
por ser de extremo valor. Mas quanto vale este conhecimento
para se pagar o resgate? Como medir? Bom isso é assunto para
uma próxima oportunidade... Pense nisso e sucesso! |