TGA - Teoria Geral Da Administração

         

Vivemos na era do conhecimento?

Categoria: Administração
por Prof. Fábio de Paula Moraes
 

 

 

Vivemos na era do conhecimento?

 

No livro sagrado dos Cristãos a Bíblia, está escrito em Provérbios, 3:13: “Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento, porque valem mais do que a prata e dá mais lucro que o ouro”.  Para Peter Drucker, “Na sociedade moderna de empreendimentos e administração, o conhecimento é o primeiro recurso e a verdadeira riqueza da sociedade”. De posse destas premissas, percebe-se que o conhecimento é de vital importância para o homem e para a sociedade. Ao longo do tempo, a sociedade vem evoluindo e passando por várias fases, que em poucas palavras poderiam ser definidas como a sociedade agrícola, a sociedade industrial, a sociedade da informação e a atual sociedade do conhecimento. Mas realmente estamos vivendo na era do conhecimento, ou ainda estamos “presos” à era da informação? Hoje é possível a qualquer pessoa ter fácil acesso a muitos dados e informações principalmente por meio da Internet, entretanto, transformar isto em conhecimento é muito diferente, principalmente quando falamos em conhecimento tácito (experiências, habilidades, competências, criatividade) que se leva necessariamente tempo para adquiri-lo, diferentemente do conhecimento explícito, que é possível de ser adquirido em menor tempo por meio de manuais, documentos, regulamentos, códigos, etc. Não significa, contudo, dizer que um seja mais ou menos importante que o outro, significa dizer que eles se complementam. Qual será o conhecimento que uma empresa possui: tácito, explícito, ambos? Sua organização sabe como lançar um produto? Como realizar uma negociação comercial? Como analisar um contrato? Qual é a melhor forma de se resolver este ou aquele problema? Ou ainda como satisfazer um cliente? Na maioria das organizações isto é um conhecimento tácito, pertencente às pessoas envolvidas no processo. Podemos e devemos gerenciar este conhecimento pensando em socializá-lo na organização e fazer dele um conhecimento explícito, um conhecimento organizacional, para que todos possam usufruir. Imagine se empresas que não cultivam esta prática perderem seu principal executivo, seja porque este recebeu uma proposta do concorrente, seja porque se aposentou ou porque morreu. Na sua empresa quando alguém participa de uma palestra, treinamento ou workshop, o conhecimento adquirido é repassado para todos? Se sim, ótimo. Se não, por que não está sendo repassado? As pessoas não estão dispostas a fazer ou não estão tendo oportunidades e incentivos? A difusão do conhecimento sem dúvida é hoje um diferencial competitivo para sair na frente em um mundo em constantes mudanças. Eu não ficaria surpreso se em pouco tempo, assaltantes ao invés de roubarem ativos tangíveis (bens materiais) das organizações, começassem a seqüestrar os seus executivos e pedir resgate por eles. Este resgate, todavia, não seria solicitado às famílias das vítimas e sim às empresas em que estes trabalham, uma vez que o conhecimento levado com eles poderá acarretar grandes prejuízos no período em que estiverem ausentes, justamente por ser de extremo valor. Mas quanto vale este conhecimento para se pagar o resgate? Como medir? Bom isso é assunto para uma próxima oportunidade... Pense nisso e sucesso!

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