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Comemorando o dia 3 de Junho - Dia do Administrador de
Recursos Humanos - quero homenagear essa extraordinária
figura que luta para tornar nossas organizações mais justas,
humanas e bem-sucedidas. Para isso, procurei traçar o que se
poderia chamar de 10 mandamentos da Gestão de Pessoas - Um
Código de Ética da Nova ARH - e que se compõe dos seguintes
imperativos morais:
1.
Dignificar o ser humano:
Não mais administrar as pessoas - como se elas fossem simples
recursos empresariais, ou seja, sujeitos passivos e inertes
de nossa administração - mas acima de tudo, administrar
conjuntamente com as pessoas - como se elas fossem os
sujeitos ativos, ou seja, companheiros da atividade
empresarial, colaboradores do negócio, fornecedores de
inteligência e de conhecimento que tomam decisões a respeito
dos demais recursos físicos e materiais, e mais do que isso,
dotados de espírito empreendedor e inovador. Pessoas como
pessoas e não mais como meros recursos da empresa. Gente
como gente e não como commodity que se pode descartar a cada
momento.
2.
Tornar estratégica a ARH:
Transformar a ARH de uma tradicional área operacional de
prestação de serviços internos e basicamente burocratizada
em uma área estratégica de consultoria interna e de
direcionamento de metas. De uma área segregada e preocupada
em fazer, executar e controlar para uma área orientada para
dinamizar os negócios da organização e direcionada para dar
rumos, orientar e impulsionar as pessoas em todos os seus
níveis e áreas de atuação. Ensinar a pescar e não apenas
fornecer o peixe. Indicar caminhos e não simplesmente
executar tarefas cotidianas.
3.
Compartilhar a administração com os gerentes e suas equipes:
Descentralizar, delegar e desmonopolizar a área de ARH - até
então uma área fechada, lacrada e introspectiva -
transferindo as decisões e ações de RH para os gerentes e
transformando-os em gestores de pessoas e de equipes. Fazer
da ARH uma responsabilidade de linha e uma função de staff.
4.
Mudar e inovar incessantemente:
Transformar a ARH no carro chefe das mudanças e da inovação
dentro das empresas, através da renovação cultural e da
transformação da mentalidade que reina na organização. Não
mais trabalhar para manter inalterado o statu quo, mas criar
todas as condições culturais para a melhoria contínua da
organização e das pessoas que nelas trabalham.
5.
Dignificar e elevar o trabalho:
Dar prioridade ao foco fundamental na cultura participativa e
democrática, com o incentivo e desenvolvimento de equipes
autônomas e auto-geridas. Substituir a obediência cega às
regras e regulamentos pela participação e colaboração
espontânea. Substituir as penalidades e medidas de ação
disciplinar pela cooperação e negociação consensual.
Incentivar e estimular, nunca mais coibir e controlar.
6.
Promover a felicidade e buscar a satisfação:
Desenvolver a utilização de mecanismos e técnicas de
motivação, a participação e o senso de pertencer, a ênfase
em metas e resultados e a melhoria da qualidade de vida
dentro da organização através da elevação do clima
organizacional e da plena satisfação no trabalho.
Transformar a empresa em um excelente lugar para trabalhar.
7.
Respeitar a individualidade de cada pessoa e sua realização
pessoal:
Adequar continuamente as práticas de RH - até então
homogêneas, fixas, estereotipadas, genéricas e padronizadas
- às diferenças individuais das pessoas através da
flexibilização da atividade, capacitação, remuneração,
benefícios, horários, carreiras, etc. Promover as diferenças
individuais, incentivar a diversidade e permitir que cada
pessoa se realize dentro de suas próprias características de
personalidade, fazendo da organização o meio mais adequado
para que isto possa acontecer.
8.
Enriquecer continuamente o capital humano:
Enfatizar continuamente a criação e agregação de valor através
do desenvolvimento das pessoas, da gestão do conhecimento e
do capital intelectual. Fazer com que a organização e as
pessoas que nelas trabalham tenham um valor intelectual e
financeiro cada vez mais elevado a cada dia que passa. Fazer
disso a missão da área: gerar e agregar riqueza material e
intelectual às pessoas, à organização e a todos os parceiros
envolvidos no negócio.
9.
Preparar o futuro e criar o destino:
Enfatizar a contínua e ininterrupta preparação da empresa e
das pessoas para o futuro, criando o destino e as condições
de competitividade necessárias para a atuação em um mundo de
negócios globalizado, competitivo, dinâmico e mutável.
Desenvolver uma atitude sistemática de inconformismo com as
conquistas já alcançadas. Fazer disso a visão da área:
visualizar o que virá e o que será e proporcionar os meios e
condições de crescimento e desenvolvimento.
10.
Focalizar o essencial e buscar sinergia:
Promover a concentração no core business da área, isto é,
naquilo que lhe é essencial - lidar com pessoas - através de
uma nova organização do trabalho mais simples, enxuta e
flexível e baseada em equipes e em processos e não mais
fundamentada na tradicional departamentalização funcional.
Isto significa juntar e integrar e não mais separar,
fragmentar e dividir o trabalho. Passar do trabalho isolado
e solitário para o trabalho conjunto e solidário. Mais do
que tudo, integrar os esforços humanos para expandir e
multiplicar resultados que com certeza também deverão ser
compartilhados entre todos os parceiros do negócio. |