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O
incentivo à criatividade e à inovação tem sido uma constante
na realidade das organizações. É crescente o número de
empresas que investem em reestruturações físicas, mudanças
culturais, redefinições estratégicas, implantações de
programas de sugestões, de recompensas, de incentivos e uma
série de outras ferramentas que estimulam a participação e
possibilitam o desenvolvimento ou a manutenção de ambientes
propícios ao surgimento de novas idéias. Elas revitalizam,
dão fôlego às organizações, além de promover o surgimento de
diferenciais competitivos. São agentes impulsionadores no
processo de construção de novos conceitos, perspectivas e
realidades. Cada idéia tem seu significado, timing e
valor.
O
significado é sua essência, o propósito a que se
destina. Dada às limitações de tempo e de recursos, não há
como dissecarmos todas as idéias surgidas. Temos que
concentrar nossos esforços naquelas que apresentam maior
relevância frente aos objetivos pretendidos e à cadeia de
valores. O significado nos fornece subsídios para o
estabelecimento de prioridades. E assim, direcionamos nossas
ações de maneira focada.
O
timing corresponde ao tempo de maturação das
idéias. Não deve ser muito longo, pois quando não
trabalhadas em tempo hábil, as idéias podem perder a
relevância, tornando-se obsoletas. Também não deve ser um
período demasiadamente curto, as idéias precisam ser
consolidadas. Enfim, não existem regras para determinação do
timing, não há tempo certo nem errado. Cada um possui e
dita seu próprio ritmo, o importante é estar em sintonia com
o ambiente, as circunstâncias e as oportunidades.
O
valor da idéia é atribuído conforme os resultados
gerados por ela, quanto mais representativos, mais
valorizada ela será. Um exemplo dessa afirmativa foi o valor
atribuído a idéia da criação do post-it, produto
lançado pela 3M. Surgiu de uma necessidade pessoal e foi
fruto de uma idéia aparentemente sem importância. Art Fry,
pesquisador do departamento de criação de novos produtos da
empresa, integrava o coral da igreja e necessitava marcar as
páginas de seu livro de cantos, por este motivo pensou na
criação de algo que pudesse mantê-los fixos ao hinário. Por
meio da adaptação de estreitas faixas de fitas adesivas com
baixa fixação a pequenos pedaços de papéis, desenvolveu o
post-it. O produto foi amplamente utilizado pelo público
e se tornou sucesso. A viabilização do sucesso decorreu da
concretização, sem ela a idéia de criar o post-it não
teria gerado resultados. Isso nos mostra que o valor dado às
nossas idéias depende, em grande parte, das atitudes que
tomamos.
Idéias não trabalhadas e executadas tendem a perder o
significado, conseqüentemente o espaço. Por este motivo,
busque a realização. Isto requer força de vontade, coragem,
determinação, além de foco e objetividade. Estruture suas
ações:
Consolide a idéia.
Saiba seu significado, acredite nela, ninguém luta por algo
que não acredita. A descrença do criador representa o
fracasso de sua criação. Antes de defender sua idéia
externamente, ela precisa ser massificada internamente e
você precisa estar pronto para responder aos
questionamentos. Tudo que é novo gera incertezas e as
pessoas procurarão segurança em suas palavras.
Planeje as ações.
Elabore estratégias que possibilitem a implementação de sua
idéia. Considere os recursos necessários, formas de
operacionalização, tempo de execução, resultados esperados e
principais envolvidos. O planejamento fornece foco às ações
e tende a otimizar os resultados.
Determine o comportamento.
Depois de consolidadas e planejadas as idéias precisam ser
compartilhadas, isto requer habilidades de comunicação e
poder de argumentação. No entanto, tenha em mente que nem
sempre as pessoas compartilharão de sua visão, isso faz
parte do processo de difusão da idéia. Ouça as opiniões e as
críticas, pois elas podem agregar valor e preencher algum
gap
existente.
Realize.
Quem nada faz, nada gera. Não tenha medo de executar sua
idéia. O primeiro passo é sempre o mais difícil, porém sem
ele não existe caminhada. Respeite seu momento e o tempo dos
acontecimentos.
A
capacidade de realizar o que pensamos nos transforma em
autores de nossas próprias realidades. Escrevemos nossa
história a partir do momento que transcendemos os limites da
existência. O que já existe é comum, o novo é a grande
oportunidade. Quando acreditamos nisso, o insucesso de
nossas realizações passa a ser visto como uma nova maneira
de recomeçar. Idéias não são um fim em si mesmas, se assim
fossem não seríamos surpreendidos com tantas inovações e
realizações. Elas são meios que nos despertam para os
caminhos que podemos seguir, cabendo a nós, única e
exclusivamente, a decisão de trilhá-los. É uma questão de
atitude.
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