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A
Carta Capital e a InterScience fizeram a sua quarta pesquisa
anual junto a mais de 1000 executivos para saber quais as
empresas mais admiradas no Brasil. Veja o ranking de
preferência no quadro abaixo:
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As Jóias da Coroa em 2001 |
Como foi a Galeria da Fama em 2000 |
E em 1999? |
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1 |
TAM
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Microsoft
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Microsoft |
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2 |
Microsoft |
Natura |
TAM |
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3 |
Embraer |
Nestlé |
Coca-cola |
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4 |
Coca-Cola |
Coca-Cola |
Nestlé |
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5 |
GE-Dako |
McDonald's |
IBM |
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6 |
Nestlé |
TAM / GE-Dako |
Votorantin |
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7 |
Votorantin |
Votorantin |
McDonald's |
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8 |
Natura |
GM |
Gessy Lever |
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9 |
Gerdau |
Itaú |
Natura |
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10 |
AmBev |
Pão de Açúcar |
GM |
Na
quarta edição da pesquisa CartaCapital/InterScience, o
conjunto das dez primeiras posições se nacionaliza. O
ranking das dez mais admiradas foi encabeçado pela
brasileiríssima TAM. Na sua quarta edição, apurada num ano
competitivo como o de 2001, a pesquisa mostra que o mérito
vai para quem se impõe e avança sobre a concorrência. É
coroado quem põe a cara à prova. Num ano duro e marcado por
crises econômicas dentro e fora do País, são de admirar as
empresas que avançam sobre a concorrência, brigam por espaço
e - entre as brasileiras - conquistam presença e respeito no
exterior. A agressividade necessária para se impor em
períodos difíceis revira o ranking das empresas mais
admiradas no País.
Enquanto em 2000, ousadia, inovação, liderança, competência,
vanguarda e solidez foi o grande diferencial das empresas
líderes já em 2001, prevalece a capacidade de concorrer,
vencer barreiras, inovar e usar a globalização a seu favor.
É assim que especialistas explicam as mudanças no resultado
da quarta edição da pesquisa realizada pela parceria
CartaCapital/InterScience.
Reflexões:
Mas, o que leva alguém a admirar o outro e até mesmo eleger
o concorrente? "Em geral admiramos as qualidades que
gostaríamos de ter", diz Arão Sapiro, professor da Fundação
Getúlio Vargas e consultor em estratégias competitivas e em
gestão do conhecimento. Em outras palavras: a imagem campeã
é aquela que as pessoas adorariam ver refletida ao se olhar
no espelho.
O
consultor resume em três os atributos básicos que hoje
formam uma imagem admirável: relacionamento, risco e
modernidade. Ou seja, relacionar-se bem com parceiros,
funcionários, sócios, meio ambiente, comunidade, consumidor,
fornecedores e distribuidores; ter a coragem de assumir
riscos principalmente em circunstâncias adversas e estar
sintonizado com as mudanças trazidas pela nova economia.
"Todas as grandes vencedoras têm essas qualidades muito
presentes em seu perfil", diz ele. Exemplos: a Natura ouve
muito o mercado e relaciona-se diretamente com o consumidor
final, o McDonald's tem encontrado novas maneiras de atuar
com os franqueados, a GM tem uma relação muito boa com as
concessionárias e o Itaú ganhou pontos em parceria com a
America OnLine. Ivani Rossi, diretora de planejamento da
InterScience, acrescenta mais um fator de peso à lista de
Sapiro: a visibilidade. Que nada mais é do que a capacidade
de projetar suas ações e qualidades para o público por meio
de campanhas e patrocínios. Mas, diz ela, a visibilidade,
embora necessária, não é suficiente: "É o caso da
Telefonica. Não adianta contratar ótimas agências de
publicidade se ela não fizer o mínimo, que é prestar
serviços de qualidade para seus clientes", diz ela. Sapiro
faz uma releitura dos atributos usados na pesquisa, pelos
quais os entrevistados avaliaram as empresas de seus
setores. Por exemplo, as pessoas não ficam mais admiradas
com a qualidade dos produtos e serviços, que é algo a se
esperar, mas sim com o modo pelo qual essa qualidade foi
alcançada. Seguindo esse raciocínio, por trás do atributo
qualidade de produtos e serviços está a capacidade de a
empresa relacionar-se com o mercado e com a comunidade, além
de formar parcerias, associações e fusões. Da mesma forma,
por trás dos atributos inovação e qualidade no ambiente de
trabalho está, na opinião de Sapiro, a capacidade de a
empresa sintonizar-se com a nova economia, sabendo
aproveitar as novas tecnologias da Internet e Intranet para
melhor se comunicar, gerar negócios e criar novos canais de
relacionamento. "Um exemplo é o Itaú, que conseguiu passar
essa imagem de modernidade para o público", afirma. Para
ele, a empresa antenada com o novo gera, automaticamente, um
bom ambiente de trabalho da empresa, pois abre novas
perspectivas na carreira de seus funcionários.
Metodologia:
A
pesquisa extrapola a simples análise de dados financeiros.
Amplos critérios de avaliação definem as qualidades que os
empresários gostariam de imprimir à sua gestão.
O
QUE É:
Inspirada na The Most Admired Companies da revista Fortune,
realizada há 19 anos, a pesquisa CartaCapital/InterScience
vai além da mera análise de critérios econômicos e
financeiros. Estes também contam, mas entram num amplo
pacote que inclui a imagem da empresa - marca, atitudes,
qualidade, administração, competitividade e maneiras de se
comunicar e se relacionar com a sociedade (parceiros,
funcionários, fornecedores, consumidores, concorrentes,
comunidade, meio ambiente, etc.).
COMO É FEITA:
Participam desta edição 1.105 executivos de 37 segmentos de
negócios, ouvidos entre os meses junho e julho. Na apuração,
a entrevista é dividida basicamente em duas partes. Numa, o
executivo indica a companhia que mais admira,
independentemente do setor no qual atua - dando origem à
lista geral das 151 empresas. (Na edição atual, Bradesco e
Itaú empataram na 17ª colocação.) É o momento da entrevista
em que a pesquisa capta o imaginário do executivo, que
responde à questão de modo totalmente espontâneo e
subjetivo, ainda que se baseie nas ações objetivas das
companhias.
Na
outra parte, o entrevistado é convidado a indicar a mais
admirada de uma relação de empresas de seu próprio setor,
listadas pela InterScience a partir de números de
faturamento - resultando na campeã de cada um dos 37 setores
de negócios. No caso, a resposta tem caráter mais técnico,
pois parte de informações de quem conhece e vivencia a área.
Os
quesitos de avaliação são qualidade de produtos e serviços,
inovação, qualidade do ambiente de trabalho (RH), qualidade
da administração, responsabilidade comunitária e ambiental
(social), compromisso com o desenvolvimento do País, marcas
fortes e desejadas pelo mercado, ética e respeito ao
consumidor - as duas últimas incorporadas à pesquisa neste
ano.
QUEM FAZ: A
InterScience Informação e Tecnologia Aplicada é uma empresa
de consultoria que oferece suporte à tomada de decisões de
clientes, atuando nas áreas financeira, de consumo, varejo,
moda, tecnologia da informação e imobiliária. Com 60
colaboradores fixos, fatura US$ 10 milhões anuais e atua em
toda a América do Sul e completa 18 anos de atividade. |