AUD - Auditoria

         

AUDITORIA INTERNA E EXTERNA – FUNÇÕES E DIFERENÇAS   CLASSES DE AUDITORIA

Categoria: Auditoria
por Prof. ALIOMAR LINO MATTOS
 

 

 

AUDITORIA INTERNA E EXTERNA – FUNÇÕES E DIFERENÇAS

CLASSES DE AUDITORIA

Essas variam de acordo com o tratamento que se dá ao objeto da auditoria

(quais são esses objetos?)

As classes fundamentais são:

1-       Auditoria Geral ou sintética ou auditoria financeira: direciona-se às análises das  peças de balanços e de suas conexões.

2-       Auditoria detalhada ou analítica: abrange o exame de todas as transações, detendo-se em todos os documentos, em todas as contas e em todos os valores fisicamente variáveis.

 

AUDITORIA QUANTO A FORMA DE INTERVENÇÃO – AUDITORIA INTERNA

 

1-       INTERNA: examina a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas contábeis e operacionais da entidade.

1.1.             É uma atividade desenvolvida de forma INDEPENDENTE DENTRO DA EMPRESA, cuja finalidade seja  revisar as operações prestando esse serviço à administração, constituindo para tanto um controle gerencial;

1.2.             É executada por profissional ligado à empresa estando ligada diretamente à direção da empresa;

1.3.             O auditor interno se interessa por toda e qualquer fase das atividades do negócio em que seja ser útil à administração, não  restringindo sua atuação e o próprio conhecimento do auditor interno apenas à contabilidade e finanças mas sim a outras áreas da empresa a fim de obter uma visão completa das operações submetidas a exame;

1.4.             O auditor testa a aplicabilidade e adequação dos controles empenos, financeiros e operacionais; revisando e avaliando a correção, adequando e aplicando os controles contábeis, financeiros e outros de natureza operacional, propiciando controles eficazes a um custo razoável;

1.5.             Testa também como se está cumprindo as diretrizes, planos e procedimentos, determinando o grau de atendimento aos mesmos;

1.6.             A auditoria interna também  salvaguarda os ativos da empresa  quanto à escrituração, e protegendo os ativos de perdas de qualquer tipo;

1.7.             Recomenda melhorias operacionais

1.8.             O objetivo da AI é auxiliar todos os membros da administração no desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhes análises, apreciações, recomendações e comentários pertinentes às atividades examinadas;

1.9.             A responsabilidade da AI dentro da empresa deve ser claramente determinada pela política da empresa;

A RESPONSABILIDADE DO AUDITOR INTERNO

·         Informar e assessorar a administração e desimcumbir-se das responsabilidades de maneira condizente com o Código de Ética do Instituto dos Auditores Internos;

·         Coordenar suas atividades com a de outros, de modo a atingir com mais facilidade os objetivos da auditoria em benefício das atividades da empresa.

·         Ao desempenhar suas funções, o AI não tem responsabilidade direta nem autoridade sobre as atividades que examina isso é, as pessoas envolvidas no processo são responsáveis pelas atividades que lhes concernem;

·         Um AI não deve desenvolver e implantar procedimentos, preparar registros ou envolver-se em qualquer outra atividade que poderá vir a analisar, e que possa caracterizar a MANUTENÇÃO DE SUA INDEPENDÊNCIA;.

REDUÇÃO DE CUSTOS

As empresas devem ter em cada auditor, um gerente capaz e comprometido o suficiente e ainda comprometido com as diretrizes e metas da empresa, caso contrário um batalhão de pessoas serão envolvidos em controle tais como secretárias para acompanharam os horários,  assistentes disso e daquilo. Nesse caso não se estaria sendo eficiente, corroborando para um dispêndio com pessoal de AI acima do recomendado. Nesse caso os  AI devem ser treinados o suficiente para que eficazmente possa desenvolver suas funções de forma eficiente.

 

NORMAS DE AUDITORIA INTERNA

Normas de auditoria operacional existente

Normas Gerais:

  1. Os auditores devem ter, no conjunto, proficiência profissional para se desincumbirem das tarefas a eles confiadas;

  2. A organização da auditoria e os auditores, individualmente, não devem ter sua independência prejudicada, mantendo-as nas atitudes e na aparência;

  3. Devem exercer zelo profissional ao fazerem à auditoria e prepararem o relatório;

  4. O auditor deve comunicar qualquer limitação imposta ao escopo do exame.

Normas de Exame e Avaliação:

  1. O trabalho deve ser adequadamente planejado e supervisionado e corroborado por papeis de trabalho corretamente feitos;

  2. Deve-se obter evidência suficiente, competente e relevante, que proporcione uma base razoável para o parecer do auditor;

  3. O auditor deve estar atento para possíveis circunstâncias de fraude, abusos e atos ilegais.

Normas de Relatórios:

  1. Os relatórios devem ser feitos e revisados na forma de rascunho, pelo setor auditado e pelos dirigentes que solicitaram a auditoria;

  2. Os relatórios devem ser objetivos, imediatos e oportunos.

  3. Os relatórios devem apresentar dados exatos e fidedignos e os fatos descobertos de maneira: CONVINCENTE, CLARA, SIMPLES, CONCISA E COMPETENTE;

  4. Os relatórios devem conter realizações dignas de nota e enfatizar principalmente as melhorias, em vez de críticas.

REQUISITOS PARA O PROFISSIONAL AUDITOR

O auditor deve instrumentalizar suas atividades com ferramentas modernas, como auditorias com uso de informática, análise de desempenho das atividades do negócio da empresa, mas principalmente possuir algumas prerrogativas que facilitarão no desenvolvimento de suas atividades tais como:

  • Ser flexível, isso é, estar aberto às novas idéias sem preconceitos;

  • Ser versátil;

  • Possuir liderança freqüente para atender às mudanças que virão;

  • Possuir princípios morais;

  • Possuir orientação global;

  • Poder de decisão, para desenvolver com firmeza suas funções em um ambiente de incertezas e mudanças rápidas;

  • Comunicação: expressar-se com clareza;

  • Habilidade para discernir assuntos que causam impacto direto e exigem respostas imediatas;

  • Equilíbrio físico e mental eliminando o estresse;

  • Buscar crescimento permanentemente: educação continuada. Pós-graduação, mestrado, inglês, cursos etc. Estar atualizado nos temas globais, novidades que circundam a informática.

 

AUDITORIA QUANTO A FORMA DE INTERVENÇÃO – AUDITORIA INTERNA

 

2-       AUDITORIA EXTERNA: Conjunto de procedimentos técnicas cujo objetivo é a emissão de parecer sobre a adequação cm que é representada a posição patrimonial e financeira da empresa, o resultado das operações, as mutações do Patrimônio Líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditado consoante às normas brasileiras de contabilidade.

2.1. Executada por profissional independente, sem ligação com o quadro da empresa;

2.2. Os testes pelos AE se espelham por todos os setores da empresa dependendo da necessidade de levantar questões elucidativas para conclusão do trabalho ajustado;

2.3. A extensão dos trabalhos do AE é determinado pelas normas usuais reconhecidas no país ou requeridas por legislação específicas ( AI Pela gerencia);

2.4. As demonstrações contábeis devem refletir com propriedade a situação contábil da empresa em certa data e também o resultado das operações do período examinado (a AI dirige seu trabalho para assegurar a eficiência d funcionamento do sistema contábil fornecendo fatos à gerência);

2.5. A responsabilidade do AE é bem ampla (acionistas, atender legislação etc);

2.6. Os métodos utilizados pela AE são mais amplos observando como comentado anteriormente as normas associadas às leis tendo melhor domínio dos aspectos de interesse coletivo;

2.7. a AE é eventual (AI periódica)

2.8. O processo utilizado pela AE é analítico (idem a AI);

 

Concluímos que a diferença básica entre a auditoria interna e a externa refere-se ao grau de independência existente. O auditor interno é dependente da empresa em que trabalha e é responsável por seus atos somente perante a empresa em que exerce suas atividades. O impacto de seus relatórios recebe influência de sua subordinação

O auditor externo por sua vez, presta serviço ao acionista, aos banqueiros, aos órgãos públicos governamentais e ao público em geral visando principalmente a CREDIBILIDADE  DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, examinadas dentro de parâmetros de NORMAS DE AUDITORIA E PRINCÍPIOS CONTÁBEIS.De acordo com a CVM, o AE é responsável pela emissão de seu parecer sobre os dados examinados.

 

Interessante saber que ambos trabalham e têm o mesmo interesse que seja:

·         Verificar o sistema de controle interno a fim de salvaguardar o patrimônio da empresa, verificando o funcionamento desse sistema dentro das normas legais e internas da empresa e verificar também se esse sistema fornece dados necessários para permitir a preparação de demonstrações  contábeis que reflitam a realidade da posição contábil e o resultado das operações da empresa.

 

INTEGRAÇÃO ENTRE A AUDITORIA INTERNA E EXTERNA

A integração entre ambas as auditorias se dá normalmente na auditoria permanente DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS QUE ABRANGEM EXAMES EM ÁREAS OPERACIONAIS E NA AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS. A utilização dos trabalhos do auditor interno pelos Auditores Independentes deve seguir alguns critérios estabelecidos pelo Guia Internacional do IFAC sendo:

1- O auditor interno deve ser livre para se comunicar irrestritamente com o AE;

2- O auditor externo deve observar o alcance das tarefas executadas pelo AI e se os trabalhos efetuados pelo mesmo são levados em consideração pela administração agindo adequadamente às observações desses;

3- O AE deve verificar a competência técnica do AI e se o mesmo tem adequado treinamento e competência para executar suas tarefas. Se os trabalhos são planejados, supervisionado, revisado e documentado e se existe manuais de auditoria adequados assim como programas e materiais de trabalho.

O trabalho da AE deve levar em conta o trabalho do auditor Interno e a responsabilidade do AE a esses trabalhos seria de levar em conta pela relevância na determinação da natureza, cronologia e extensão dos procedimentos.

Os requisitos técnicos para a integração dos trabalhos, usando mais uma vez o Guia do IFAC são:

  1. Metodologias compatíveis: acesso de ambos (AE e AI) ao mesmo trabalho com uma mesma linguagem técnica;

  2. Alcance dos trabalhos: os programas de trabalho devem ser comparados, analisados e compatibilizados quanto ao conteúdo, extensão, profundidade e oportunidade do exame;

  3. Compatibilização dos programas: evitar exames na mesma área com enfoques diferentes, num mesmo momento ou após o término do trabalho de um dos dois; ter adequada identificação da natureza(conteúdo) dos procedimentos de auditoria aplicados e extensão dos testes;A AI deve realizar seus trabalhos antes da AE nas áreas onde os AE farão  certo trabalho complementar; a AI  deverá realizar trabalho posterior ao trabalho da AE quando constatada deficiências no sistema contábil e de controles, que requeiram um exame mais detalhado para solução dos problemas, ou também quando da constatação de fraudes;

  4. Troca de informações: Dar-se-á por meio de contatos verbais, relatórios ou memorandos, com combinação prévia quanto ao acesso aos relatórios e papeis de trabalho.

  5. Ação conjunta: os auditores internos e independentes trabalharão conjuntamente no acompanhamento do inventário, na preparação de confirmação de saldos, na auditoria das demonstrações contábeis, em levantamentos especiais e em constatações de fraudes,

O trabalho do auditor externo ou independente, deve cobrir todas as áreas da empresa em determinado período  e também promover a racionalização dos custos, tempo e esforços. Além disso, é preciso aumentar a eficácia gerencial por meio de recomendações compatíveis e inovadoras, aumentarem a eficiência e eficácia do processo auditorial e trazer benefícios efetivos para a entidade auditada.

Aparecem por fim, aparecem como objetivos a busca da valorização profissional do auditor, independente e interno, na própria entidade e também na comunidade empresarial e profissional e a apresentação de propostas que representarem avanços para entidade, como forma de antecipar-se ao mercado em que atua.

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