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Henderson
Carvalho Torres
•Bacharel
em Administração pela Unilinhares.
•Especialista
em Conhecimento Organizacional –
Unilinhares
•Mestre
em Educação pelo Instituto Superior Pedagógico
"Enrique José Varona" de Havana Cuba.
•Coordenação
Geral de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da FACTEF
•Coordenador
do Curso de Administração
- FACTEF -
BA.
Administração de
Recursos Humanos
A ARH é uma especialidade
que surgiu a partir do crescimento e da complexidade das
tarefas organizacionais. Suas origens remontam ao inicio do
século XX, após o forte impacto da Revolução Industrial, com
a denominação inicial de Relações Industriais,
que era uma atividade mediadora entre as organizações e as
pessoas com o objetivo de reduzir os conflitos existentes
entre os objetivos organizacionais e os objetivos
individuais das pessoas.
Posteriormente, a partir de
1950, o conceito de Relações Industriais foi ampliado e
passou a ser tratado por Administração de Pessoal
visto que seu objetivo não era apenas a de intermediar
conflitos, mas, sobretudo, administrar as pessoas de acordo
com a legislação trabalhista vigente.
A partir da década de 70,
surgiu o conceito Recursos Humanos (ARH), onde as pessoas
passaram a ser consideradas o recurso fundamental para o
sucesso organizacional, porém essa concepção ainda sofria da
miopia de visualizar as pessoas como recursos produtivos ou
meros agentes passivos cujas atividades devem ser planejadas
e controladas a partir das necessidades da organização.
Com as características do
terceiro milênio - globalização da economia, forte
competitividade no mundo dos negócios, mudanças rápidas e
imprevisíveis e o dinamismo do ambiente -, as organizações
bem-sucedidas não mais administram as pessoas, pois isso
significa tratá-las como agentes passivos e dependentes,
mas, sobretudo, administram com as pessoas.
Isso corresponde a tratá-las
como agentes ativos e proativos dotados de inteligência e
criatividade, iniciativa e decisão, habilidade e
competências e não apenas de capacidades manuais, físicas ou
artesanais.
Assim, o conceito de
Administração de Recursos Humanos migrou para Administração
de Pessoas (ou Gestão de Pessoas) por entender que as
pessoas participam da administração da empresa como
parceiros e não como meros recursos.
Podemos dividir o Século
XX em:
o
Industrialização Clássica – 1900 a 1950;
o
Industrialização Neoclássica – 1950 a 1990;
o
Era da
Informação – Após 1990.
Pessoal / Relações
Industriais
o
As pessoas são
consideradas como apêndice das máquinas e meras fornecedoras
de esforço físico e muscular.
o
Anotações em
carteira;
o
Contagem de
horas trabalhadas;
o
Aplicação de
medidas disciplinares;
o
Contagem de
férias, etc.
Recursos Humanos
o
Recrutamento;
o
Seleção;
o
Treinamento;
o
Avaliação;
o
Remuneração;
o
Higiene e
segurança no trabalho;
o
Relações
trabalhistas e sindicais.
Gestão de Pessoas
o
As pessoas –
de agentes passivos que são administrados – passam a
constituir agentes ativos e inteligentes que ajudam a
administrar os demais recursos organizacionais.
o
As pessoas
passam a ser consideradas como parceiros da organização que
tomam decisões a respeito de suas atividades, cumprem metas
e alcançam resultados previamente negociados.
CONCEITO DE ORGANIZAÇÃO
A vida das pessoas constitui
uma infinidade de interações com outras pessoas e com
organizações. O ser humano é eminentemente social e
interativo. Não vive isoladamente, mas em constante convívio
e relacionamento com seus semelhantes. Devido a suas
limitações individuais, os seres humanos são obrigados a
cooperar uns com os outros, formando organizações para
alcançar certos objetivos que a ação individual isolada não
conseguiria alcançar. A organização é um sistema de
atividades conscientemente coordenadas de duas ou mais
pessoas. A cooperação entre elas é essencial para a
existência da organização. Uma organização somente existe
quando, existem pessoas capazes de se comunicarem e que
estão dispostas a contribuir com ação conjunta, a fim de
alcançarem um objetivo comum.
A sociedade moderna é uma
sociedade de organizações. As organizações são sistemas
extremamente complexos. Elas revelam-se compostas de
atividades humanas em diversos níveis de análise.
Personalidades, pequenos grupos, intergrupos, normas,
valores, atitudes, tudo existe sob um padrão complexo e
multidimensional. Contudo, essa complexidade constitui a
base de compreensão dos fenômenos organizacionais e, por
outro, torna difícil a vida do administrador.
TEORIAS COMPORTAMENTAIS
Teoria de Campo de Lewin
O modelo de comportamento
humano segundo a teoria de campo pode ser representado
esquematicamente pela equação:
C = f (P, M)
C = comportamento
f
= resultado ou função
P = pessoa
M = meio ambiente
A Motivação Humana
De um modo geral, pode-se
afirmar que motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a
agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá origem a
uma propensão a um comportamento especifico. Esse impulso à
ação pode ser provocado por um estimulo (provindo do
ambiente) e pode também ser gerado internamente nos
processos mentais do individuo. Nesse aspecto, a motivação
está relacionada com o sistema de cognição da pessoa.
Existem três premissas que explicam o comportamento humano:
-
O comportamento é
causado por estímulos internos ou externos. Existe uma
causalidade do comportamento.
-
O comportamento é
motivado, ou seja, há uma finalidade em todo
comportamento humano. O comportamento não é casual nem
aleatório, mas sempre orientado e dirigido para algum
objetivo.
-
O comportamento é
orientado para objetivos. Em todo comportamento existe
sempre um impulso, desejo, necessidade, tendência,
expressões que servem para designar os motivos do
comportamento.
Ciclo Motivacional
O ciclo motivacional começa
com o surgimento de uma necessidade. A necessidade
é uma força dinâmica e persistente que provoca o
comportamento. Toda vez que surge uma necessidade,
esta rompe o estado de equilíbrio do organismo,
causando um estado de tensão, insatisfação,
desconforto e desequilíbrio. Este estado leva o individuo a
um comportamento, ou ação, capaz de descarregar a
tensão ou de livrá-lo do desconforto e do desequilíbrio.

A Hierarquia Das
Necessidades Segundo Maslow
Segundo Maslow, as
necessidades humanas estão arranjadas em uma pirâmide de
importância no comportamento humano.
Necessidades Humanas
•Fisiológicas:
alimentação, repouso, abrigo, desejo sexual, etc.
•Segurança:
estabilidade, proteção contra ameaça ou privação, etc.
•Sociais: associação,
participação, aceitação, amizade, afeto e amor.
•Estima:
auto-apreciação, autoconfiança, aprovação social, status,
prestigio e consideração.
•Auto-realização:
realização do próprio potencial, desejo de
auto-desenvolvimento contínuo.

A Teoria Dos Dois Fatores De
Herzberg
Enquanto Maslow fundamenta
sua teoria da motivação nas diferentes necessidades humanas,
Herzberg alicerça sua teoria no ambiente externo e no
trabalho do individuo.
Para Herzberg a motivação
para trabalhar depende de dois fatores:

O Modelo Contingencial de
Motivação de Vroom
A teoria de motivação de
Victor H. Vroom restringe-se exclusivamente à motivação para
produzir, rejeita noções preconcebidas e reconhece as
diferenças individuais. Segundo Vroom existem três fatores
que determinam em cada individuo a motivação para produzir.
1.
Os objetivos
individuais, ou seja, a força do desejo de atingir
objetivos.
2.
A relação que
o individuo percebe entre produtividade e alcance de seus
objetivos individuais.
3.
Capacidade de
o individuo influenciar seu próprio nível de produtividade,
à medida que acredita poder influenciá-lo.

Poderemos responder algumas questões:
1)
Que dimensão um programa que vise
potencializar a Gestão de Pessoas deve assumir dentro de uma
organização? Justifique.
R.: Deve assumir uma relação
ganha-ganha entre pessoas e organização. O contexto da
gestão de pessoas é formado por pessoas e organizações. As
organizações dependem das pessoas para funcionar e alcançar
sucesso, e as pessoas dependem das organizações nas quais
trabalham para atingir os seus objetivos pessoais e
individuais. Logo verifica-se que a organização que busca
alcançar seus objetivos precisa saber canalizar os esforços
das pessoas para que também elas atinjam seus objetivos
individuais e que ambas saiam ganhando. É uma solução que
requer negociação, participação e sinergia de esforços.
2)
Em sua opinião, o que fundamenta a existência
da moderna Gestão de Pessoas em detrimento da antiga Adm.De
Recursos Humanos?
R.: Na antiga Administração
de Recursos Humanos, os empregados são tratados como
recursos produtivos da organização e como recursos, precisam
ser administrados, o que envolve planejamento, organização,
direção e controle das atividades, já que são considerados
sujeitos passivos da ação organizacional. Na moderna Gestão
de Pessoas, as pessoas devem ser visualizadas como parceiros
da organização e como tais são fornecedores de
conhecimentos, habilidades, competências e inteligência que
proporciona decisões racionais e que imprime significado e
rumo aos objetivos globais. Assim, a Gestão de Pessoas se
baseia em três aspectos fundamentais:
- Pessoas como seres
humanos;
- As pessoas como ativadores
inteligentes de recursos organizacionais;
- As pessoas como parceiros
da organização.
3)
Quais os benefícios que a Gestão De Pessoas
pode trazer para uma organização?
R.: Sobrevivência,
crescimento sustentado, lucratividade, produtividade,
qualidade nos produtos e serviços, redução de custo,
participação no mercado, novos mercados, novos clientes,
competitividade, imagem no mercado.
4)
Como podemos comprometer os colaboradores de
uma organização com os resultados organizacionais?
R.: Tratando as pessoas como
parceiros da organização, assim, cada um estará disposto a
continuar investindo seus recursos na medida em que obtém
retornos e resultados satisfatórios de seus investimentos.
|
PARCEIROS DA
ORGANIZAÇÃO |
CONTRIBUEM COM: |
ESPERAM RETORNO
DE: |
|
Acionistas e
Investidores |
Capital de risco,
Investimentos. |
Lucros e dividendos,
valor agregado. |
|
Empregados |
Trabalho, esforço,
conhecimentos e competências. |
Salários,
benefícios, retribuições e satisfações. |
|
Fornecedores |
Matérias primas,
serviços, insumos básicos, tecnologias. |
Lucros e novos
negócios. |
|
Clientes e
consumidores |
Compras, aquisição e
uso dos bens e serviços. |
Qualidade, preço,
satisfação, valor agregado. |
Glossário:
Detrimento:
= prejuízo (compara uma coisa em relação a outra).
Analogia: = Busca por aproximação, busca descobrir o que por
exemplo, duas pessoas
diferentes tem em comum.
Sinergia: = É o resultado da soma dos esforços individuais
EX: Orquestra (amônia) que é
contrário a “cacofonia” = “desarmonia”.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão De Pessoas: E O Novo Papel
Dos Recursos Humanos Nas Organizações. 2º Ed. São Paulo:
Campus, 2005.
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: O Capital Humano
Das Organizações. 8º ed. São Paulo: Atlas, 2004.
DUTRA, Joel Souza. Gestão Por Competências: Um Modelo
Avançado Para O Gerenciamento De Pessoas. São Paulo:
Gente, 2001.
GIL, Antonio Carlos. Gestão de Pessoas: Enfoque nos Papéis
Profissionais. São Paulo: Atlas, 2001.
GOMES, Elisabeth. Inteligência Competitiva: Como
Transformar Informação em um Negócio Lucrativo. 2º ed.
Rio de Janeiro Campus, 2004.
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria Geral da
Administração: Da Revolução Urbana à Revolução Digital.
5º ed. São Paulo: Atlas, 2005. |