AM - Administração de Materiais

         

Logística na Administração de Material

Categoria: Administração de Materiais II
por Prof. Sergio Galvão
 

 

 

Prof. Sergio Lima Galvão

 

 •Graduado: Eng. de Operação Elétrica - Universidade Santa Ursula - Rj  •Administração de Empresas - FAESA - Es              •Especialização: Ciência  Social Brasileira - UFES                •Política Brasileira - UFES                                                               •Metodologia do Ensino Superior - FAESA                      Trabalhos publicados:   O sobressalente importado no Brasil - ABM; A influência do jornalismo na morte de Getúlio Vargas - UFES; O indio na cultura européia - UFES; O validade dos produtos na estocagem emrpesarial - ABAM                                                Cursos complementares:  Auditoria da qualidade - BVQI;  A ISO e suas influências no processo industrial - BVQI                          •Professor universitário - FACTEF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Logística na Administração de Material

 

Conceito 

Os princípios da adoção da logística no campo da Administração de Material, prende-se a operação integrada para cuidar de suprimentos e distribuição de produtos em geral, de forma a que o planejamento, desenvolvimento, controle e ações corretivas (PDCA) estejam presentes em todo o processo.[1] Visto que com o advento do Supply Chain Management, mais ainda a logística, modo racional de pensar, deve ser empregada.

 

Técnicas e Processos aplicáveis à logística de materiais. 

Os processos de análise e aplicação de técnicas logísticas na Administração de Materiais, se encontram largamente, em sua maioria, difundidos, porém a estatística de aplicação entre a prática e o teórico,  os valores da teoria são superiores a realidade encontrada nas empresas. 

Observa-se que as técnicas existentes, normalmente oriundas do Japão, se deparam com a cultura latina, onde o emotivo tem sobressaído à razão. Perante o fato, encontramos em toda bibliografia especializada os temas centrais das técnicas. 

Qual a razão da não adequação ou implantação dos processos e técnicas japonesas? Para responder essa pergunta,  deixaremos para a partir dos estudos das técnicas abaixo, que em sua maioria já o são do conhecimento de muitos e passarão a ter a responsabilidade de implantá-las em sua gerencia de administração de material.

 

 Técnicas e processos aplicáveis. 

 

·        Kj ( Kaoajiro Duran);

·        Espinha de peixe (Ishikawa);

·        Gráfico de pareto;

·        Cronograma de trabalho;

·        Organograma;

·        Fluxo de trabalho;

·        Fluxo proposta de trabalho;

·        KanBan;

·        Just-in-time;

·        Grupos de qualidade;

·        Auto-atendimento;

·        Informatização;

·        Terceirização;

·        5S;

 

KJ (técnica do papel) 

O conhecido por Kj, foi desenvolvido no Japão, como forma de identificar problemas sob uma formula muito simples, que muitos conhecem por Técnica do Papelzinho. 

Para início das atividades, dividimos os participantes em grupos, que receberão cada participante um total de cinco pequenos papéis lembrete. 

Cada um escreve nos papéis um único problema que por ele for identificado, somando assim cinco problemas. Caso o grupo tenha sido formado por cinco elementos, teremos o total de vinte e cinco prováveis problemas a serem analisados. 

Após a complementação de todos os papéis, selecionam-se os papéis com temas duplicatas e monta-se uma seleção de assuntos, que passaremos a chamá-lo de 5 M (Máquina, Método, Mão de Obra, Material, Meio ambiente).

 

 Ishikawa (Espinha de peixe) 

De posse das seleções dos problemas, montaremos a Espinha de peixe, que dará uma visualização melhor de ações a serem tomadas, obtendo o gráfico abaixo:

Gráfico de Pareto 

O gráfico de Pareto, institui após a valorização dos itens, a prioridade a ser dada aos problemas a serem analisados e desenvolvidos. 

Em módulo anterior desenvolvemos esse estudo onde vemos que a técnica do 80/20 responde bem a adoção de ações a serem tomadas, sendo que ao alcançarmos o vinte porcentos, definimos que agir nos itens que estejam contidos nesse percentual, estaremos resolvendo a maioria dos problemas, pois são eles os principais influenciadores de todo o processo. (vide módulo V – Gráfico de Pareto). 

 

Cronograma de trabalho.  

O estabelecimento do cronograma de trabalho é uma das partes importantes de um projeto logístico, ele proporcionará os prazos de início, e fim do projeto, dando possibilidade de acompanhar as atividades definidas a serem desenvolvidas, podendo ser revisado a medida de seu andamento, quer dizer, quando algumas fases não estiverem sendo desenvolvidas, dentro do previsto, os responsáveis pelo projeto deverão analisar e revisar os prazos pré-estabelecidos. 

Nota: Para melhor detalhamento, pesquise: 

CURY,Antonio. Organização e Métodos:uma visão holística.7ºed.rev.e ampl.São Paulo:Atlas,2000.p.300 e 514.

Organograma 

Em muitos casos deve-se elaborar o organograma existente, para que tenhamos uma visão geral dos envolvidos no projeto logístico, fato importante, pois teremos uma oportunidade de aprimorar a forma de direcionamento gerencial. 

Como sabemos, o organograma é o gráfico que apresenta os órgãos, demonstrando sua interligação entre seções, divisões, departamentos. 

Temos de estar atentos no presente momento, quanto às terceirizações que estão mudando radicalmente as organizações e criando novas formas de administrar. Assim com esse olhar, devemos elaborar o organograma da área em que iremos trabalhar, para que possamos encontrar oportunidades de melhoria.  

            Exemplo: 

            Um organograma utilizado no tempo presente, onde ocorre a eliminação de seção, departamento. Tendendo inclusive a não utilizar o título de Supervisor, que passam a ser meros responsáveis, desobrigando a empresa a não criar níveis salariais diferenciadores.

Porquanto, devemos primeiro elaborar o organograma utilizado, e após propor modificações que atendam melhor a empresa no período desejado. 

 

Nota: Pesquisar formas de confecção de organograma em:

            CURY,Antonio. Organização e Métodos uma visão holística.7ªed. ver. Ampl. São Paulo:Atlas. 2000. p.216.

            VIANA, João José. Administração de materiais: um enfoque prático.São Paulo: Atlas.2002.p.44

 

 

Fluxograma de trabalho. 

O fluxo do processo, é a forma de demonstrar como é realizado determinado trabalho através de um gráfico. Através dele podemos estabelecer mudanças, pois a partir  do detalhamento das diversas ações e fases do processo, poderemos melhor identificar novas formas de trabalho. 

No Capítulo 11 do livro de Antonio Cury[1],  terá maior detalhamento para a elaboração de um fluxograma.. 

No livro de João José Viana, apresenta-se muitos fluxogramas de processos de administração de Material, porém não podemos esquecer que cada caso é um caso, pois as organizações são diferentes, as seções são diferentes e assim por diante. Deve-se sempre elaborar um fluxograma para cada tipo de atividade.

Vejamos um tipo de fluxograma, para a análise de material crítico.[2]

Fluxo seqüencial da análise para eleição de material crítico.”Viana,João José....p.57 (vide Nota 3)”.

 


[1] CURY,Antonio.Organização e Métodos:uma visão holística. 7ª ed. Ver.ampl. São Paulo:Atlas,2000.p329

[2] VIANA, João Jose.Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo:Atlas,2000.p.57 

 

Esse fluxograma, sem detalhamento de ações, é apenas para demonstrar a quantidade de decisões que são identificadas no processo, onde poderemos atuar com a logística pra tornar o sistema mais racional e ágil, reemitindo novo fluxo com poucas decisões a serem tomadas, o que irá agilizar o sistema em análise.

 

Kanban 

Esse sistema foi idealizado por japoneses, que na realidade significa, SINAL. O controle é realizado através de fichas normalmente utilizando-se duas cores. 

A ficha deverá conter os dados do material a ser produzido e a quantidade exata de produção. Sistema esse adotado em muito para controle de montagem em série. 

Exemplo do fluxo KanBan:

Utilizar cores diferentes entre as fichas de Montagem e Produção.

 

Just-in-time 

É a produção na quantidade necessária, no momento necessário, para atender à variação de vendas com o mínimo de estoque em produtos acabados, em processos e em matéria-prima. 

Pretende eliminar perda e desperdício por meio da melhoria continua da produtividade.

 

Grupos de Qualidade 

Esse critério é bastante interessante, nos estudos de logística, é quando se formam Grupos de funcionários especializados em determinada atividade determinados à resolução de melhoria da qualidade.

Os participantes desses grupos, devem estar bastante envolvidos no processo que será analisado, devendo agregar outros que possam de alguma forma contribuir para o sucesso da missão. 

Os Grupos de Qualidade, realizam reuniões e propõe modificações que serão aprovadas por responsável superior. Sendo o efeito bastante satisfatório, pois são pessoas integradas no processo e devem ser sempre as ligadas nas atividades do dia a dia.

 

Auto atendimento

 Não se deve desprezar a auto atendimento, fato diariamente realizado pelas pessoas nos supermercados, mas que dentro do âmbito da organização sofre pressões de desconfiança e descaso, pois para a implantação desse sistema, muitas barreiras são impostas. 

Consta o sistema, de que os usuários se auto-atendem, é o próprio supermercado em si.

 

Informatização

 

Não se deve esquecer dos inúmeros programas disponíveis no mercado, que estão a cada dia superando as atividades manuais. Infelizmente a informatização está ocupando os cargos de trabalho, porém o administrador de empresa não deve esquecer que a empresa foi constituída para dar lucro.

 

Terceirização. 

O processo de terceirizar o sistema organizacional, foi levado pela política de que o importante para a empresa é a produção e o a ela está diretamente ligada. 

No caso de periféricos como: manutenção, restaurantes, instrumentação, caldeiraria, pintura, transporte e outros não ligados à máquina de produção devem ser de responsabilidade contratada, assim, a empresa se preocupará apenas com o objetivo final que é o produto, além de se obter um serviço mais barato e altamente flexível, pois se pode trocar e/ou deixar de contratar  pessoas e eliminar contratos conforme necessidades da organização.     

 

Técnica do 5S.

 

Essa técnica foi desenvolvida também no Japão, e nada mais é do que organizar a empresa internamente.

 Os S’s são oriundos da literatura japonesa, que quer dizer:

 

Seiri –         Separar.

Seiton –     Organizar

Seiso –       Limpar

Seiketsu – Padronizar

Shitsuke – Disciplinar

 

 

Dentro desse contexto, a logística poderá se desenvolvida com a aplicação das técnicas apresentadas, encontrando-se muitos outros recursos e técnicas que o cada dia surgem a partir de pesquisa de melhoria de sistemas.

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