AM - Administração de Materiais

         

 Logística “princípios básicos”

Categoria: Administração de Materiais II
por Prof. Sergio Galvão
 

 

 

Prof. Sergio Lima Galvão

 

 •Graduado: Eng. de Operação Elétrica - Universidade Santa Ursula - Rj  •Administração de Empresas - FAESA - Es              •Especialização: Ciência  Social Brasileira - UFES                •Política Brasileira - UFES                                                               •Metodologia do Ensino Superior - FAESA                      Trabalhos publicados:   O sobressalente importado no Brasil - ABM; A influência do jornalismo na morte de Getúlio Vargas - UFES; O indio na cultura européia - UFES; O validade dos produtos na estocagem emrpesarial - ABAM                                                Cursos complementares:  Auditoria da qualidade - BVQI;  A ISO e suas influências no processo industrial - BVQI                          •Professor universitário - FACTEF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Logística “princípios básicos”

 

Introdução

 

Encontramos no dicionário Koogan-Houaiss a definição de logística, como sendo: 

            ‘Lógica matemática, forma moderna de lógica que utiliza símbolos matemáticos,....” 

 Para a nomenclatura Lógica o mesmo dicionário define, como: 

            “ Ciência do raciocínio : Aristóteles/ Disposição para raciocinar,.....’ 

Como vemos, não é novo o termo, porém o modernismo empresarial saiu um pouco da matemática e a expandiu para o mundo dos negócios, onde os homens passam a raciocinar os seus processos com lógica, quer dizer raciocinando a inter-ligação dos seus sistemas. 

Para implantar melhoramentos na estrutura industrial é necessário dinamizar os sistemas logísticos, que engloba o suprimento de materiais e componentes, a movimentação e o controle de produtos e o apoio ao esforço de vendas dos produtos finais, até a colocação do produto acabado no consumidor. 

Além disso, os administradores também estão reconhecendo que devem coordenar suprimentos, produção, embalagem, transporte, comercialização e finanças em uma atividade de controle global, capaz de apoiar firmemente cada fase do sistema com um máximo de eficiência e um mínimo de capital investido.

 

Subsistemas de abordagem logística. 

A logística compõe-se de dois subsistemas de atividades: administração de materiais e distribuição física, cada qual envolvendo o controle da movimentação e a coordenação demanda-suprimento.[1] 

Em seu livro “Gestão da cadeia de suprimentos” Silvio Pires, também concorda que os dois subsistemas apresentados por Macro Aurélio ainda são a base da logística de materiais, entretanto ele indica em seu livro a logística reversa  na SCM, onde encontramos outros dois fluxos de materiais que também precisam ser igualmente gerenciados de forma efetiva: as embalagens e os recipientes utilizados nos transportes e os produtos após o fim de suas vidas úteis. Os dois geralmente apresentam um fluxo contrário ao fluxo produtivo.[2] 

 

De modo resumido, podem ser incluídas entre as atividades logísticas: 

·        Especificação

·        Compras.

·        Programação de entregas para a fábrica.

·        Transporte.

·        Controle de estoque de materiais.

·        Armazenagem.

·        Previsão de necessidades.

·        Controle de estoque nos centros de distribuição.

·        Processamento de pedidos de clientes.

·        Planejamento dos centros de atendimento e distribuição.

 

Razões de interesse pela logística. 

O próprio processo da globalização vem desencadeando um enorme interesse por logística, pois a descentralização de produção como de fornecimento tem acarretado a esforços de maior raciocínio lógico para o controle da economia mundial. Sendo que dia a dia a velocidade de inovações, tanto no mercado de produção como de marketing, levará aos investidores a prejuízos incalculáveis e até mesmo irreversíveis para a sua empresa, caso não faça a coisa certa no momento certo, para isto o raciocínio deve estar a frente, com a utilização do que chamamos de logística. 

Para se ter uma idéia, podemos relatar seis razões principais:   

1.      rápido crescimento dos custos, particularmente dos relativos aos serviços de transporte e armazenagem;

2.      desenvolvimento de técnicas matemáticas e do equipamento de computação capazes de tratar eficientemente a massa de dados normalmente necessária para análise de um problema logístico;

3.      complexidade crescente da administração de materiais e da distribuição física, tornando necessários sistemas mais complexos;

4.      disponibilidade de maior gama de serviços logísticos;

5.      mudanças de mercado e de canais de distribuição, especialmente para bens de consumo;

6.      tendência de os varejistas e atacadistas transferirem as responsabilidades de administração dos estoques para os fabricantes.

 

Dimensionamento dos estoques 

Dentro do processo logístico, nos deparamos com variáveis que acarretam distorções no processo da lógica, pois o que é ilógico levará conseqüentemente  anormalidades  a logística dotada, entre as quais podemos citar: 

1.      periódicas e grandes dilatações dos prazos de entregas para os produtos acabados e dos tempos de reposição para matéria-prima;

2.      elevação do número de  cancelamento de pedidos ou mesmo devoluções de produtos acabados; 

3.      quantidades maiores de estoque, enquanto a produção permanece constante; 

4.      variação excessiva da quantidade a ser produzida; 

5.      produção parada freqüentemente por falta de material; 

6.      falta de espaço para armazenamento; 

7.      baixa rotação dos estoques, obsoletismo em demasia.

 

Políticas de estoque 

A empresa deve estabelecer certos padrões que sirvam de guia aos programadores e controladores e também de critérios para medir a performance. Estas políticas são as diretrizes que, de maneira geral, são: 

·        metas, quanto a tempo de entrega dos produtos ao cliente;

·        definição do número de depósito e/ou de almoxarifados e da lista de materiais a serem estocados;

·        nível de flutuação dos estoques para atender uma alta ou baixa das vendas ou uma alteração de consumo;

·        até que ponto poderá antecipar compra com preços mais baixos ou comprando uma quantidade maior para obter desconto;

·        definição da rotatividade. 

Outros pontos que poderíamos incluir: 

·        política de venda de materiais inservíveis;

·        periodicidade de inventário de estoques;

·        implantação de técnicas de qualidade e meio ambiente;

·        planejamento no desenvolvimento técnico de pessoal. 

As políticas normalmente estão direcionadas ao capital aplicado, pois as empresas como é lógico, são estabelecidas para dar lucro a partir do Capital aplicado.  

Analisando o problema de dimensionamento de estoques sob o enfoque financeiro, podemos utilizar um índice de retorno de capital.

            RC = retorno de Capital

Que, multiplicado pelas vendas, pode ser escrito da seguinte forma:

Como analisando em módulo anterior:

O giro do Capital será:  

Se as vendas foram no valor de R$ 1.800,00 e o Capital aplicado R$ 1.000,00, teremos um giro de

Se então, reduzirmos em 20 % a aplicação do Capital, obteremos um giro maior:

Desta forma, começamos a utilizar a logística com raciocínio matemático, verificando que quanto maior o índice de Giro maior será o lucro da empresa.
 

Referência bibliográfica  

[1] DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais:uma abordagem logística.4ºed.São Paulo:Atlas,1993

[2] PIRES, Sílvio R. I. Gestão da Cadeia de Suprimentos:conceitos, estratégias, práticas e casos - Supply chain management. São Paulo: Atlas,2004

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