AM - Administração de Materiais

         

Níveis de estoque

Categoria: Administração de Materiais II
por Prof. Sergio Galvão
 

 

 

Prof. Sergio Lima Galvão

 

 •Graduado: Eng. de Operação Elétrica - Universidade Santa Ursula - Rj  •Administração de Empresas - FAESA - Es              •Especialização: Ciência  Social Brasileira - UFES                •Política Brasileira - UFES                                                               •Metodologia do Ensino Superior - FAESA                      Trabalhos publicados:   O sobressalente importado no Brasil - ABM; A influência do jornalismo na morte de Getúlio Vargas - UFES; O indio na cultura européia - UFES; O validade dos produtos na estocagem emrpesarial - ABAM                                                Cursos complementares:  Auditoria da qualidade - BVQI;  A ISO e suas influências no processo industrial - BVQI                          •Professor universitário - FACTEF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Níveis de estoque

 

 Planejamento de material. 

O sistema de planejamento de material, estabelecimento como MRP (Material Requirements Planning), é original da década dos anos 60, permite  que as empresas calculem quantos materiais de determinado tipo são necessários e em que momento, objetivando o cumprimento de entregas de produtos sempre com o mínimo de estoque necessário.

 O processo de planejamento do MRP, evoluiu, como todo processo pela melhoria continua das organizações, de modo a satisfazer as necessidades e atendimentos da evolução tecnológica.

 Ficando então definido como sendo um plano global para o planejamento e monitoramento de todos os recursos de uma empresa de manufatura, marketing, finanças e engenharia, ou seja é a integração de toda a empresa.

 Outro programa de controle é o MPS (Master Production Schedule), o qual é a programação mestra de produção. Tal planejamento dará base de informações ao MRP, quando levarão em consideração além das previsões de vendas (demandas), outros fatores como carteira de pedidos, disponibilidade de material, metas de forma a estabelecer com antecedência a melhor estratégia de produção ou compras.

 

Objetivos do MRP

 O desafio de planejar e controlar os estoques e acarretar a satisfação dos clientes, sejam internos ou externos, com o menor investimento possível, é o objetivo primordial deste sistema, onde serão constantemente calculadas as variações através de:

 

· Rotatividade de estoque – na análise de Custo do capital; Custo de manutenção/ armazenagem, obsolescência,

· Atendimento ao cliente – nas faltas de material ,onde reprogramações para a eliminação de custos como horas extras e desgastes  com os clientes,

· Produtividade – em paralisações de equipamentos e da produção da organização ou desperdícios em geral.

· Utilização da capacidade – na utilização econômica dos recursos das instalações,

· Custo de material – nas decisões de O que?, Como?, quando? E Onde?  Devem ser avaliadas a fim de evitar custos adicionais.

· Custos do sistema – na eliminação de retrabalhos, em que resultam no conhecido apagar incêndios.

  

Terminologia empregada no sistema

 Tornam-se bastante interessantes às definições e emprego de termos empregados na área da organização, pois obteremos uma melhor forma de entendimento entre os planejadores de material.

 As colocações abaixo apresentadas, são as mais usuais nas organizações, porém existem variações por regionalismo ou adaptações a programas informatizados.

 Como define a Norma ISO 9001, os termos devem ser definidos em Manuais e Procedimentos da Qualidade.

 Estoque – quando se está falando dos materiais em geral, armazenados pela empresa,

 Material – quando se está falando sobre determinado item ou pequeno grupo (família) de item.

 Demanda  (D) – em alguns casos é utilizada a letra “C”. - é a quantidade consumida ou requisitada para uso em um determinado período.                           

Demanda Média Mensal (D) – é a quantidade média de material consumida em um determinado período. 

Demanda Reprimida – é quando se está falando do não atendimento a solicitações de material. Na realidade está relacionada a falta de estoque ( materiais zerados em quantidades) 

Tempo de Ressuprimento (TR) – é o espaço de tempo decorrido entre a data da emissão da requisição para compra e aquela em que o material é recebido pelo almoxarifado, podendo ser considerados: tempo de processo de compra e entrega pelo fornecedor. 

Lote de Compra  (LC) – é a quantidade de material solicitada em cada ressuprimento de estoque.  

Ressuprimento – processo de suprir as quantidades faltantes, quer dizer, reabastecer o estoque com quantidades, comprar mais material. 

Ponto de Ressuprimento  (PR) ou Ponto de Encomenda (PE) ou Ponto de Pedido (PP) – corresponde  ao nível de estoque que ao ser atingido indica a necessidade de  ressuprimento. 

Estoque Máximo (EM) – é a quantidade máxima de material a ser mantida em estoque. 

Estoque Mínimo (Em) – é a quantidade mínima  a ser estabelecida ao atendimento da organização.

Estoque de Segurança (ES) – é a quantidade de material destinada a evitar ruptura de estoque, ocasionada por dilatação de tempo de ressuprimento (atrasos na entrega ou qualidade) ou aumento de demanda em relação ao previsto. 

Lista de Material ou Relatórios de Estoque – é a relação de todos os itens de materiais controlados pela empresa. Devido a expansão dos processos, as Listas de Material  estão sendo classificadas por famílias de material ou por classificação ABC ou por tipo de equipamento aplicado, como forma de redução de custo na impressão das mesmas. 

Lead Time – é o tempo de ressuprimento ou o número de frações de tempo entre a liberação do pedido até o recebimento de determinado item de material. O Lead Time pode ser encontrado com  a terminologia Tempo de atendimento. 

Inventário – é a contagem física a ser confrontada com os controles definidos pela empresa, podendo ser estes controles manuais ou informatizados.

 

Visão geral do MRP

 

Níveis de estoque

Os níveis de estoque são aqueles que determinam as ações de reposição ou de cautelas a serem tomadas quanto as quantidades armazenadas. 

Normalmente se apresentam através de gráficos, onde a abscissa (centrada no eixo x) representa o tempo decorrido da demanda do estoque e o eixo das ordenadas (centrado no eixo Y) representa as quantidades de unidades consumidas ou adquiridas. 

Desta forma, a visualização da tendência dos estoques torna-se mais fácil a tomadas de decisão.  

            Exemplo:

A forma das curvas será variável de acordo com a demanda do item. Isto quer dizer, que poderá ser do tipo dente de serra ou  de Gauss. 

Em um gráfico dente de serra, teremos a noção de que o item foi consumido em quantidades iguais a cada mês uniformemente, chegando a zero. 

 

Considerações dos gráficos de estoque

 No caso do gráfico dente de serra ser identificado, temos as seguintes questões: 

·        Não existem alterações de consumo durante o tempo T.

·        Não existirem falhas administrativas que provoquem um esquecimento ao solicitar a compra.

·        O fornecedor da peça nunca atrasa sua entrega.

·        Nenhuma entrega do fornecedor foi rejeitada pelo controle de qualidade.

 

Assim após projetarmos as quantidades de um determinado item de estoque, em um gráfico, e este resultar na representação tipo dente de serra, poderá adotar critérios de planejamento de administração de estoque, sendo entre muitos, o Just in Time, sistema este de planejamento que proporcionará a entrega em tempo  e quantidades sem variação dos pedidos emitidos, pois ficou definido pelo gráfico que o fornecedor do item possui qualidades de atendimento em prazo e qualidade dentro dos padrões de atendimento, o que elimina custos adicionais.

Porém como nem todos os itens se enquadram com essa característica de curva (dente de serra), torna-se necessário a configuração de fórmulas destinadas a cálculos que apresentem valores apropriados a análise crítica do item.

 

 Tempo de reposição ou de Ressuprimento (Tr)

O tempo de reposição é um dos cálculos simples e importantíssimo a ser analisado, pois a não observância desse fator poderá acarretar a falta do item, pois entre vários fatores envolve:

 ·        Emissão da Requisição de Compra/ pedido/ verificação de orçamento – tempo previsto até a definição para chegar o pedido ao fornecedor selecionado.

·        Preparação do pedido – tempo que leva do fornecedor fabricar/ embalar/ faturar e deixá-lo em condições de ser transportado.

Transporte – tempo que leva para sair do fornecedor até o recebimento do solicitante.

Então o ponto de pedido de reposição, será definido quando o saldo de estoque estiver abaixo ou igual à determinada quantidade chamada ponto de pedido.

 

        Ponto de Pedido (PP) ou Reposição (PR) ou Encomenda (PE)

 

Será calculado com a fórmula: 

            PP = Emi + (C x Tr)     ou PP = ES + (C x Tr)

 

Sendo:  PP =  Ponto de Pedido

             Tr   = Tempo de reposição

             C    = Consumo Médio Mensal  (empresas usam D referente a demanda)[1]

             Em  = Estoque mínimo

          ES   = Estoque de segurança

 

           Estoque mínimo (Em).

 

Usa-se o modelo para cálculo de estoque mínimo: 

            a – fórmula simples 

                        Em = C x K 

Onde:     C = consumo médio mensal

               K = fator de segurança 

                        No fator de segurança, caso queiramos ter uma falha de apenas 10 % em nossos estoques usaremos 0,90. Isso quer dizer  que queremos uma garantia de que somente em 10% das vezes o estoque desta peça esteja zero. 

            b – fórmula da raiz quadrada 

Usa-se quando ;

·        O consumo durante o tempo de reposição for pequeno, menor que 20 unidades.

·        O consumo for irregular.

·        A quantidade requisitada ao almoxarifado for igual a 1.  

Em = C x Tr 

Exemplo: uma peça é consumida  a uma razão de 30 unidades por mês, e seu tempo de reposição é de dois meses. Qual é o ponto de pedido, uma vez que o estoque mínimo deve ser  de um mês de consumo? 

            PP = Em + (C x Tr)

            PP = (30 x 2) + 30 

            PP =  90 unidades. 

Quer dizer quando o Estoque virtual chegar a 90 unidades, deverá ser emitido um pedido de compra.

 

            Estoque Virtual 

            Também chamado de estoque disponível, vem a ser a soma dos saldos em questão: saldo físico no almoxarifado, saldo de pedidos já confirmados no fornecedor, saldo em requisição de compra, saldo constantes na área de inspeção. 

Estoque virtual = Estoque Físico + saldo de fornecimento + saldo de inspeção 

Estoque virtual = Estoque Físico + Saldo de fornecimento.

 

            Estoque Máximo

 

            Será o valor encontrado da soma do Estoque de Segurança (ES) com a Quantidade de pedido (PP).

 

                        Emáx = ES + Quantidade pedida.

 

            Fator de segurança (K)

 

O fator de segurança K, é a prevenção de falhas  nas entregas ou em demandas não previstas. Os valores adotados devem ser definidos pela gerência, pois variarão conforme a criticidade e o valor de consumo obtido pela classificação ABC. 

A tabela abaixo é orientativa, podendo estar sendo alterada conforme a necessidade do empreendimento.

 

Verificamos que o fator K é menor quanto aos valor ABC de valor, porém definidos dentro da criticidade do item.

 

            Estoque de cobertura (EC)

 

Este valor é calculado para a obtenção da relação entre o estoque e o consumo, indicando por quanto tempo o estoque suportará  o consumo sem que haja reposição.

Ponto de Pedido

Estoque mínimo

Estoque máximo

Estoque virtual

Estoque de cobertura

 

Referência bibliográfica 

 VIANA, João José. Administração de Materiais: um enfoque prático. São Paulo: Atlas,2002

 MARTINS, Petrônio Costa. Administração de materiais e Recursos Patrimoniais. São Paulo: Saraiva,2000

 

[1] Livro Garcia Petrônio, Renato Paulo. Administração de Material, Ed. Saraiva. Utiliza a letra D como referencial de demanda.

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