AF - Administração Financeira

         

Administração do Capital de Giro

Categoria: Finanças
por Prof. Paulo Oliveira
 

 

ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO

1.   O que é capital de giro: recursos exigidos para financiar o ciclo operacional das empresas

2.   Objetivo da administração do capital de giro: gerir adequadamente as contas de ativo e passivo circulante, a fim de alcançar equilíbrio entre lucratividade e risco.

3.   Capital de Giro Líquido (CGL): conceito mais amplamente utilizado

 

3.1. Definição

 

a)    Parcela dos ativos circulantes financiada com recursos a longo  prazo.

b)    Diferença entre ativos circulantes (AC) e passivos circulantes (PC).

3.2. Necessidade de CGL: manutenção da liquidez face ambiente econômico, incertezas, imprevistos, sazonalidade.

 

4.   Volume de CGL afeta: Risco x Lucratividade

 

4.1. Quanto maior o CGL, menor o risco e a lucratividade.

4.2. Quanto menor o CGL, maior o risco e lucratividade.

4.3. Observação:

Depende do tipo de empresa e composição do         Ativo/Passivo.

4.4. Suposições básicas

a)    Empresa industrial.

b)    Ativos permanentes mais lucrativos que circulantes.

c)     Recursos de curto prazo mais baratos que de longo prazo.

-       Passivos de funcionamento não onerosos.

-      Taxas de juros mais elevadas no longo prazo.

 

4.5. Alterações no CGL influenciam Risco e Lucratividade

 

4.5.1. Ativo circulante: 

a)  Se aumenta : diminuem risco e lucratividade.

b)  Se diminui   : aumentam risco e lucratividade.

 

4.5.2. Passivo circulante:

a)    Se aumenta  : aumentam risco e lucratividade.

b)    Se diminui    : diminuem risco e lucratividade. 

 

4.5.3. Efeitos conjuntos de mudanças no ativo e passivo circulantes

 

5.   Determinação das Necessidades de Recursos para a Empresa.

 

       5.1.     Recursos necessários para a empresa

5.2.   Projeção das Necessidades de Recursos – Exemplo:

 

6.     Estratégias de Financiamento dos Recursos Necessários.

 6.1. Estratégia agressiva:

a)     Financiar necessidades sazonais (ativos circulantes temporários) com recursos de curto prazo (passivo circulante) e necessidades permanentes (ativos permanentes + ativos circulantes permanentes) com recursos permanentes, de longo prazo (exigível e longo prazo + patrimônio líquido).

b)     O CCL seria   de  R$ 2.000  (parcela dos AC financiada com recursos permanentes, de longo prazo).

6.2. Estratégia conservadora:

a)     Financiar todas as necessidades financeiras (permanentes + sazonais) da empresa, com recursos permanentes, de longo prazo (ELP + PL).

b)     O CGL seria de R$ 7.000

c)      Situação difícil de encontrar na prática, pois certos financiamentos de curto prazo são inevitáveis.

6.3. Estratégia intermediária:

a)     Os recursos permanentes financiarão as necessidades permanentes e mais uma parte das necessidades sazonais

b)     O CGL seria, por exemplo, de R$ 4.500 (considerando financiamento de longo prazo de R$ 24.500).

6.4. Resultado Comparativo das Alternativas

 

7.     Considerações sobre os Custos das Alternativas:

a) Juros 15% a.a. recursos longo prazo.

b) Juros 6% a.a. recursos curto prazo.

 7.1. Agressiva:

7.2. Intermediária:

                    

                                                                   3.728

7.3. Conservadora:

 

8.     Efeitos da Inflação no Capital de Giro

8.1.    Perdas monetárias sobre disponibilidades.

8.2. Perdas dos recursos aplicados em contas a receber.

8.3. Ganhos monetários sobre dívidas.

8.4. Indexação contratual sobre haveres e obrigações atualiza asua expressão monetária.

8.5. Valores contábeis dos estoques se defasam, provocando distorções nos lucros preços relativos se deterioram.

 

RESULTADO: o equilíbrio do capital de giro (ciclo de produção, vendas, cobrança) é interrompido, provocando a necessidade de recursos adicionais no capital de giro para manter o mesmo nível de produção e vendas.

 

A Prática do Capital de Giro nas Empresas e a Necessidade de Capital de Giro

 

As diferenças  e as inter-relações entre LUCRO E CAIXA.

Percebe-se há bastante tempo a dificuldade que as pessoas têm em separar e identificar as diferenças existentes entre o lucro e o caixa da empresa.

Isto sem mencionar as pessoas que simplesmente não conseguem perceber o efeito de um sobre o outro e vice-versa.

A movimentação de disponibilidade financeira constitui sempre uma preocupação constante para as empresas, como também para o pessoal ligado à área financeira.

O dinheiro é o elemento que facilita o câmbio de bens entre compradores e vendedores.

A movimentação de dinheiro desde a aquisição de matérias-primas até a venda do produto ao consumidor, representa a “LUBRIFICAÇÃO” indispensável ao processo de fabricação.

Podemos, ainda, considerar o dinheiro como o montante de recursos financeiros que a Tesouraria possa converter em Capital de Giro (CDG) destinado ao pagamento dos compromissos assumidos pela empresa.

Um problema sempre em discussão é a fixação de limites mínimos indispensáveis e necessários para que se possa dar um atendimento normal aos negócios da empresa, ou seja, ter R$ 1.000,00, R$ 10.000,00 ou R$ 100.000,00 ?

Pergunta-se: Qual seria o numerário que uma empresa deveria ter em Caixa e Bancos? 

Esta e outras questões ficarão mais claras para todos ao compreenderem a DINÂMICA FINANCEIRA DAS EMPRESAS.

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